A Religiosidade Ineficaz


Muitas pessoas se gabam de fazer parte da Igreja de Jesus Cristo. Outro, mais enraizado na religiosidade afirma que sua Igreja foi criada por Jesus Cristo. Agora, o que é necessário saber é se o Cristo, realmente, fundou alguma igreja. Segundo todas as notícias que se tem no mundo espiritual, não houve qualquer Igreja que tenha sido criada pelo Cristo. Mas não é só! Também não consta que os apóstolos de Jesus tenham se preocupado em fundar qualquer denominação religiosa. Nenhum apóstolo se preocupou em tornar o cristianismo uma religião. Com toda sua experiência de vida e de doutrina, S. Tiago nos disse: a verdadeira religião é visitar os órfãos e as viúvas e livrar-se da corrupção do mundo.Assim, o tempo que o religioso gasta para dar sinais exteriores do seu credo poderia ser muito melhor utilizado na prática da caridade. O religioso não tem tempo disponível para ser cristão. A sua preocupação maior é demonstrar ao mundo o caráter religioso de sua vida. Por isso, a espiritualidade superior nos ensina que a religiosidade é uma etapa anterior ao verdadeiro cristianismo. Ainda que uma Igreja se considere cristã, que fale no nome de Jesus em todos os momentos, se não se preocupar com a caridade e com o amor ao próximo não poderá ser reconhecida como tal.

Há muitos homens e mulheres que se dizem cristãos, mas, na verdade, são poucos os que seguem os ensinamentos de Jesus. Enquanto não se fizer uma revisão no modo de se propagar as ideias do Cristo, ou seja, enquanto as pessoas não deixarem de se preocupar com a forma, para se preocupar com a essência, teremos no mundo bilhões de pessoas envergando a “faixa” de cristãos no peito, mas não tendo a doutrina do Cristo no coração.

Cabe a cada ser humano verificar se em seu coração há Cristo ou se há formas doutrinárias. A verdadeira doutrina do Cristo não pesa sobre os ombros, não causa depressão, não causa murmúrio, não resulta em nenhum tipo de consequência malévola. Se a crença estiver causando mal ela pode ser qualquer coisa, menos cristã.

Quando estava no mundo, Jesus deixou bem claro que o seu fardo era leve e que o seu jugo era suave. Portanto, temos de tomar cuidado para não fazer da religiosidade uma fonte de amarguras.

Infeliz do homem que se utiliza da religiosidade para colocar o seu irmão na condição de servo. Nem mesmo o próprio Cristo quis que os seus discípulos fossem seus servos. Não! Ele mesmo os chamava de amigos.

Assim, caros amigos, não há nada mais consolador do que ser cristão, mas é um enorme fardo ser religioso. Sejamos, pois, cristãos de corpo, de alma e de espírito.

Espiritismo Maringá

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