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A Condição primeira (Encontro de Chico e Emmanuel)


O primeiro encontro com Emmanuel haveria de marcar para sempre a existência de Chico, a partir de uma recomendação do mentor, quanto ao mais importante no exercício da faculdade mediúnica.
Jovem, ainda, vinte e um anos, ouviu dele a informação de que havia uma tarefa que ambos deveriam cumprir, na promoção do livro espírita.
Inexperiente, o médium informou, emocionado, que estaria disposto, se os bons Espíritos não o abandonassem.

Alimentar a Alma


Por várias vezes, Chico declinou convite para uma pescaria.
Como houvesse insistência de amigos, acabou por aceitar, a fim de não sustentar uma recusa que poderia magoá-los.
Em bela manhã, reuniu-se o grupo à beira de um barranco no rio. Horas depois, o pessoal havia pescado boa quantidade de peixes.
Quanto ao médium, nem um mísero lambari!

Respingos de Luz


Uma senhora, amiga de Chico, pensou em fazer algo mais, além de orar pelo filho que cometera suicídio, essa porta falsa pela qual pessoas que pretendem fugir do sofrimento acabam por mergulhar em exacerbadas dores.

Poderia levar flores ao cemitério, acender velas, mas, espírita, sabia que nada disso tem significado maior para o desencarnado, principalmente o suicida, às voltas com desequilíbrios superlativos que o torturam.

Suicídio inconsciente


Richard Simonetti

A cortina fúnebre, à porta, anuncia o velório. Sobre a mesa, em sala de regulares proporções, está a urna funerária em que um homem dorme seu último sono. Não terá mais de 45 anos…
Ao lado, a viúva, inconsolável, recebe condolências. Muitos repetem, à guisa de conforto, as clássicas palavras: “Chegou sua hora... Deus o levou!...”
Piedosa mentira! Aquele homem foi um suicida! Aniquilou-se, lentamente, fazendo uso desse terrível corrosivo que se chama irritação. Incapaz de sofrer impulsos violentos, eterno repetente nos exames de compreensão, favoreceu a evolução de distúrbios circulatórios, culminando com a trombose coronária fulminante que lhe abreviou os dias!

O Palavrão


Como você define o palavrão?
Um eco das cavernas, o rosnar do troglodita que ainda existe no comportamento humano.
2 – Conheço gente civilizada que diz palavrões.
Destempero verbal, civilidade superficial.
3 – Seria uma educação de fachada?
Sim. Não podemos confundir rótulo com conteúdo. É fácil cultivar urbanidade nos bons momentos. Mostramos quem somos quando nos pisam nos calos ou martelamos os dedos.
4 – Não seria razoável considerar que em circunstâncias assim o palavrão é útil, exprimindo indignação ou amenizando a dor?

Variação de Humor


- Eu estava muito bem , saudável , animada...De repente, sem motivo palpável , caí na "fossa" - uma angústia invencível , uma profunda sensação de infelicidade, como se a vida não tivesse mais graça...

Em psicologia o paciente poderia ser definido como ciclotímico , alguém com temperamento sujeito a variações intensas de humor - alegria e tristeza , euforia e angústia , serenidade e tensão.

A Sociedade Somos Nós


É evidente que, se não fossem os preconceitos sociais, pelos quais se deixa o homem dominar, ele sempre acharia um trabalho qualquer, que lhe proporcionasse meio de viver, embora se deslocando da sua posição. Mas, entre os que não têm preconceitos ou os põem de lado, não há pessoas que se veem na impossibilidade de prover às suas necessidades, em consequência de moléstias ou outras causas independentes da vontade delas?

Com Menos Ficou Pior


Jonas e Susie identificavam-se num mesmo desejo: teriam seis filhos. Por que não cinco ou sete? Não saberiam responder... Era o que sentiam, desde os primeiros tempos de namoro, imaginando-se felizes, às voltas com meia dúzia de pirralhos ...

Problemas financeiros não existiriam. Ele tinha um bom emprego, com futuro promissor. Casaram-se, eufóricos, unidos pelo afeto, empolgados pelas perspectivas de muitos filhos ...

Esquecimento do Passado


1 – Se reencarnamos para ressarcir dívidas, não seria interessante guardar a lembrança delas? Não haveria maior facilidade em aceitar sofrimentos e dissabores que ensejam o resgate?
O objetivo primordial da existência humana é a evolução. O resgate de dívidas é apenas parte do processo. Quanto ao esquecimento, funciona em nosso benefício. Seria impossível incorporar, sem perturbador embaralhamento, o rico, o pobre, o negro, o índio, o branco, o amarelo, o analfabeto, o letrado e tudo mais que já fomos, em múltiplas encarnações. É ilustrativo que muita gente vai parar em hospitais psiquiátricos simplesmente por sofrer a pressão de pálidas lembranças, envolvendo acontecimentos pretéritos.

Dar aos Pobres



Reza a sabedoria popular:
Quem dá aos pobres empresta a Deus.
A origem está num adágio, contido em Provérbios, na Bíblia.
O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, e Ele lhe recompensará o benefício (19:17).
Os empresários deveriam considerar essa possibilidade.
Atender os pobres seria, talvez, o mais valioso de todos os investimentos. Que agente melhor credenciado para gerir o nosso dinheiro?
O próprio Criador!

Toc-toc-toc!



Três velhinhas tomavam o chá da tarde.

Preocupada, ponderava uma delas:

– Minhas queridas, creio que estou ficando esclerosada. Ontem me vi com a vassoura na mão e não me lembrava se varrera a casa ou não.

– Isso não é nada, minha filha – comentou a segunda –, noutro dia, de camisola ao lado da cama, eu não sabia se tinha acabado de acordar ou se me preparava para dormir.

– Cruzes! – espantou-se a terceira. – Deus me livre de ficar assim!

E deu três pancadas na mesa, com o nó dos dedos, toc-toc-toc, enfatizando:

– Isola!

Logo emendou:

– Esperem um pouco. Já volto. Tem gente batendo na porta!

A Surra que Levamos


No Evangelho de Marcos (11:24), diz Jesus, referindo-se à oração:

Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes.

Os fatos parecem contrariar essa promessa do Mestre, porquanto é muito comum que nossos anseios, expressos em oração, não sejam atendidos, como se Deus fizesse ouvidos moucos.
É fácil explicar essa aparente contradição.
Deus nunca deixa de nos ouvir e atender, mas há um detalhe:
Pedimos o que queremos; Deus nos dá aquilo de que necessitamos.
Por isso nem sempre nossos desejos guardam consonância com os desígnios divinos.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo 27, diz Allan Kardec:

Medo da Morte


Um homem transitava por estrada deserta, altas horas.
Noite escura, sem luar, estrelas apagadas... Seguia
apreensivo. Por ali ocorriam, não raro, assaltos... Percebeu que alguém o
acompanhava.
Olá! Quem vem aí? - perguntou, assustado.
Não obteve resposta. Apressou-se, no que foi imitado pelo
perseguidor. Correu... O desconhecido também.
Apavorado, em desabalada carreira, tão rápido quanto suas
pernas o permitiam, coração a galopar no peito, pulmões em brasa, passou diante
de um poste de luz.
Olhou para trás e, como por encanto, o medo desapareceu.

Vício de Roubar - depoimento de um desencarnado


“Há muito luto contra o vício de roubar. Pertences alheios fascinam-me. Já fui pobre, rico e não venci o vício. Na pobreza dou sempre desculpas de que me falta tudo. Porém, encarnado rico, roubei, apoderei-me de bens de minha mãe, irmãos, organizei quadrilha e muito roubei. Ainda bem que distribuí muita esmola e ajudei a muitos, porém, não anulei minhas faltas. Minha vida tem sido assim, roubo, sofro, arrependo, faço propósito de corrigir-me, volto à carne e tudo recomeça. No corpo se esquece muito das orientações e ensinamentos. Vou pedir, e espero conseguir, reencarnar sem os dois braços físicos. Sei que não provarei que estou curado do vício se não puder fazê-lo. Mas acredito se ficar uma encarnação sem as mãos, darei valor a elas, para o uso do bem.” (depoimento de um desencarnado)

Obsessores no Presídio


Em inúmeras oportunidades, Chico visitou presídios, sempre merecendo a maior atenção e respeito dos sentenciados.

Numa delas, alguém lhe perguntou:

— Chico, você viu muitos obsessores por lá?

E o médium:

Para desativar explosivos


Richard Simonetti
Ouvistes o que foi recomendado aos antigos: “Não matarás” e “quem matar, estará sujeito a julgamento”. Eu, porém, vos digo que quem quer que se encha de cólera contra seu irmão, estará sujeito a julgamento; que aquele que disser a seu irmão: ‘Raca’, estará condenado pelo tribunal; e que aquele que lhe disser: ‘És louco’, merecerá conde¬nação ao fogo do inferno. (Mateus, 5:21 e 22.)

As duas faces


Famoso artista assumiu o compromisso de pintar um quadro a óleo para a catedral de uma cidade italiana. Durante meses dedicou-se ao gratificante trabalho. Ao final, faltavam as faces de duas figuras: Jesus menino e Judas Iscariotes. Em bairro de periferia encontrou um garoto de sete anos, cujo rosto o impressionou vivamente. Tinha expressão suave, fisionomia tranquila, olhos brilhantes e expressivos, exatamente o que desejava. O pintor suspirou, aliviado. Faltava apenas Judas.

Judas Reencarnou?


- Richard Simonetti

Na última quarta-feira de Jesus na Terra, Judas passa o dia com Ele e os outros sem imaginar que Jesus já sabia o que ele fez.
Judas, que fracassou no apostolado, traindo Jesus e acabando por suicidar-se, já reencarnou ?

R: Segundo o espírito Humberto de Campos, que descreveu um encontro com Judas, no livro Crônicas de Além Túmulo, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o apóstolo reencarnou várias vezes após a desastrada experiência, em resgates dolorosos. Culminou no século XV, quando quitou seus derradeiros débitos.

Quem são os Espiriteiros?


- Richard Simonetti

Espiriteiro é uma palavra nova que não se encontra no dicionário. Ela define as pessoas que se ligam ao Centro Espírita, mas são desligadas das finalidades do Espiritismo.Espiriteiro é o “papa passes”, que comparece às reuniões apenas para receber sua “hóstia” depuradora, representada pela transfusão magnética.
Frequentador assíduo de “consultórios do Além”, grupos mediúnicos que se formam apenas para receber favores espirituais, não consegue compreender que o Espiritismo não é mero salva-vidas para acidentes existenciais nascidos de sua própria invigilância.