Na hora derradeira,
Sozinha num brejão, com sede e fome,
Morre jogada à febre que a consome
A velhinha Maria Cozinheira…
Lembra o Natal dos tempos de solteira,
Olha a esteira enrolada e o chão sem nome,
Mas, de repente, vê que tudo some,
Está livre do corpo e da canseira!…
Lembra o Natal dos tempos de solteira,
Olha a esteira enrolada e o chão sem nome,
Mas, de repente, vê que tudo some,
Está livre do corpo e da canseira!…
Ouve cantos no céu que se descerra:
— “Glória a Deus nas alturas !…
Paz na Terra.
”Maria, sem querer, sobe espantada…
Nisso, irrompe do Azul divina estrela…
Alguém surge!…
É Jesus a recebê-la
No sublime clarão da madrugada..
Cornélio Pires.

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