Quem sabe ler, não se esqueça de amparar o que ainda não se alfabetizou. Quem dispõe de palavra esclarecida, ajude o companheiro, ensinando-lhe a ciência da frase correta e expressiva. Quem desfruta o equilíbrio orgânico não despreze a possibilidade de auxiliar o doente.
Quem conseguiu acender alguma luz de fé no próprio Espírito, suporte com paciência o infeliz que ainda não se abriu à mínima noção de responsabilidade perante o senhor, auxiliando-o a desvencilhar-se das trevas. Quem possua recursos para trabalhar, não olvide o irmão menos ajustado ao serviço, conduzindo-o, sempre que possível, a atividade digna. Quem estime a prática da caridade, compadece-te das almas endurecidas, beneficiando-as com as vibrações da prece. Quem já esteja entesourando a humildade não se afaste do orgulhoso, conferindo-lhe, com o exemplo, os elementos indispensáveis ao reajuste. Quem seja detentor da bondade não recuse assistência aos maus, de vez que a maldade resulta invariavelmente da revolta ou da ignorância. Quem estiver em companhia da paz, ajude aos desesperados. Quem guarde alegria, divida a graça do contentamento com os tristes. Asseverou o senhor que os sãos não precisam de médico, mas, sim, os enfermos. Lembra-te dos que transitam no mundo entre dificuldades maiores que as tuas. A vida não reclama o teu sacrifício integral, em favor dos outros, mas, a benefício de ti mesmo. Não desdenhes fazer alguma coisa na extensão da Felicidade comum.
Emmanuel Livro: Fonte Viva Psicografia: Francisco Cândido Xavier

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