A marca do sofrimento reflete-se no teu rosto, qual se fosse feita por garras devastadoras, que procedem, no entanto, do teu mundo íntimo, conspirando contra o teu progresso. A impressão do desgosto passou a compartir com as tuas alegrias, diminuindo-as e empurrando-te sempre para os abismos da psicose maníaco-depressiva. O cultivo dos pensamentos deprimentes gera, na tua conduta, a destruição dos ideais superiores, amargurando as horas que poderias fruir como estímulo para o prosseguimento da tua jornada. REFLEXIONA com cuidado e desperta do letargo, da estagnação emocional a que te estás relegando. Além da loucura decorrente dos problemas orgânicos e emocionais, existe a de natureza que agasalhas e que pode irromper em tragédia de um para outro momento. Na área dos pensamentos depressivos a loucura se instala, preparando terreno para mais graves cometimentos infelizes, dentre os quais, se destaca o suicídio. É suicida, não apenas quem assume uma atitude autodestrutiva, através de um só golpe de alta violência... E também suicida aquele que se não renova para o bem, entregando-se aos excessos de qualquer natureza, exorbitando das suas possibilidades vitais. Desse modo, a melancolia e seus sequazes são passos de alucinação para o irremediável comportamento suicida. És filho de Deus a serviço da vida. Estás na Terra para crescer e progredir. Tens compromisso com a Criação, contigo e com o teu próximo. Indispensável despertares para a responsabilidade e conscientizares-te do que podes fazer, para aceitar o que não podes alterar, modificar o que seja possível de transformado e dispor de sabedoria para distinguir uma de outra coisa... Assume, contigo próprio, o elevado compromisso de amar-te e desenvolver as aptidões que te auxiliarão a conquistar o vir a ser. Ama-te, porquanto esses clichês pessimistas são decorrência do descuido que te permites, do desamor a que te relegas. Contempla o Sol e viaja com a claridade, não aceitando o convite das sombras da noite, que clarearás com as estrelas da tua fé religiosa. Loucura e suicídio são termos da tragédia do cotidiano, que somente o amor, conforme o lecionou Jesus, conseguirá diluir, abrindo espaço para o êxito da Vida, a alegria de viver.
Joanna de Ângelis

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