Sobriedade


Em todos os setores das atividades terrestres, mesmo nos
círculos externos do esforço religioso, há muita gente dormindo nos braços das
ilusões.
Aqui é o egoísmo mascarado de bondade irreal, ali é a
preocupação sectária sob as aparências de fé.
O discípulo sincero, todavia, aprende a receber os apelos do
Evangelho, de modo a não dormir, como os demais.
É preciso estar pronto ao serviço e vigiar, fielmente.
Entretanto, na vigilância ainda encontram os aprendizes certos perigos mais
fortes.
São os que condizem com a ausência da sobriedade.***
Quase sempre, quando se encontra essa palavra, a criatura
reflete imediatamente nos desregramentos do corpo. Mas, o cristão não deve
olvidar o caráter nefasto das
intemperanças da alma.
***
Muitos aprendizes de boa vontade tornam-se irascíveis,
inquietos e, por vezes, cruéis, acreditando servir à causa de Cristo.
Vigilância não quer dizer olho alerta para indicar o mal,
mas posição de concurso sincero com Jesus a fim de substituir o mal pelo bem,
em silêncio, onde quer que se encontre.
Sem a sobriedade, a realização dessa tarefa se torna
impossível. É indispensável não desperdiçar emoções ou distrair energias em
problemas desnecessários.
Sejamos, pois, vigilantes, dando a cada um aquilo que lhe
pertence.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. Livro : Sentinelas
da Luz)

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