Orar


Pedi e obtereis - ensinou o Mestre Divino.
Semelhante lição, todavia, abrange todos os setores da vida,
tanto no que se refira ao bem, quanto ao mal.
Qualquer propósito é oração.
A prece nasce das fontes da alma, na feição de simples
desejo, que emerge do sentimento para o cérebro, transformando-se em pensamento
que é a força de atração.
Nesse sentido, todo anseio recebe resposta.

Há orações que são atendidas, de imediato enquanto que
outras, à maneira de sementes raras, reclamam largo tempo para a germinação,
florescimento e frutificação.
Necessário, portanto, vigiar sobre o manancial de nossas
aspirações.
As rogativas do bem se elevam às Esferas Superiores, ao
passo que os anelos do mal descem às zonas de purgação, das trevas
indefiníveis.
Anjos existem, habilitados a satisfazer aos bons, da mesma
forma que entidades da sombra se acham a postos, a fim de colaborarem com os
maus.
Forneçamos os temas elogiáveis ou infelizes de nossas
cogitações mais íntimas e os executores invisíveis se manifestarão ativos,
contribuindo na realização de nossos projetos, de conformidade com a natureza
de nossas intenções.
Reconhecendo que ainda não sabemos pedir, de vez que, na
maioria das vezes, ignoramos a essência de nossas próprias necessidades,
imitemos o Divino amigo, na oração dominical, quando nos ensina a endereças as
nossas súplicas ao Pai Todo-Misericordioso, na base da confiança perfeita: -
“Faça-se a Tua Vontade justa e soberana, na Terra e em toda parte”.
O ensinamento do Cristo guarda absoluta atualidade, nas
menores características do nosso tempo, entendendo-se que desejar é função de
todos, enquanto que orar com proveito é serviço que raros corações sabem fazer.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. Livro: Taça de Luz)

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