Dirás provavelmente que a resposta é óbvia, que as
criaturas abraçam o matrimônio por amor.
O amor, porém, reclama cultivo. E a felicidade na comunhão
afetiva não é prato feito e sim construção do dia-a-dia.
As leis humanas casam as pessoas para que as pessoas se
unam segundo as Leis Divinas.
Se desposaste alguém que te constituía o mais belo dos
sonhos e se encontras nesse alguém o fracasso do ideal que acalentaste, é
chegado o tempo de trabalhares mais intensivamente na edificação dos planos que
ideaste de início. Ergueste o lar por amor e tão-só pelo amor conseguirás
conservá-lo.
Não será exigindo tiranicamente isso ou aquilo de quem te
compartilha o teto e a existência que te desincumbirás dos compromissos a que
te empenhaste.
Unicamente doando a ti mesmo em apoio da esposa ou do
esposo é que assegurarás a estabilidade da união em que investiste os melhores
sentimentos.
Se sabes que a tolerância e a bondade resolvem os problemas
em pauta, a ti cabe o primeiro passo a fim de patenteá-las na vivência comum,
garantindo a harmonia doméstica.
Inegavelmente não se te nega o direito de adiar realizações
ou dilatar o prazo destinado ao resgate de certos débitos, de vez que ninguém
pode aceitar a criminalidade em nome do amor. Entretanto, nos dias difíceis do
lar recorda que o divórcio é justo, mas na condição de medida articulada em
última instância.
E não te esqueças de que casar-se é tarefa para todos os
dias, porquanto somente da comunhão espiritual gradativa e profunda é que
surgirá a integração dos cônjuges na vida permutada, de coração para coração,
na qual o casamento se lança sempre para Mais Alto, em plenitude de amor
eterno.
Na Era do Espírito - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Nenhum comentário :
Postar um comentário