Doar ou não doar? Eis a questão...



Os Espíritos nobres responderam, na questão 951 de O Livro dos Espíritos que o sacrifício, quando objetiva salvar a vida de outrem e de ser útil aos semelhantes, é sublime, mas que só é meritório pelo desinteresse de quem realiza.

Francisco Cândido Xavier, em mais de uma oportunidade, disse que os que ainda estão muito apegados às coisas materiais não devem ser doadores de órgãos, porque a doação é ato de desapego.Falou também que a situação do doador, na vida espiritual, "é pacífica, porquanto o fenômeno é igual ao daqueles (...) grandes anônimos, benfeitores da humanidade, que cederem suas vísceras a uma sala de anatomia para benefício dos cientistas". Por outro lado, o receptor estará na situação daquele que adquire "uma sobrevida, determinando moratória de extraordinário valor para ele".[*]

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[*] Entrevista dada ao repórter Saulo Gomes da extinta TV Tupi de São Paulo, em 05 de agosto de 1968, e transcrita no Anuário Espírita de 1969 e no livro Entrevistas, editado pela IDE, p. 39-40.
Imagem retirada da web e que mostra Jennifer Sutton observando seu antigo coração em centro que incentiva a doação de órgãos em Londres (o transplante era a única forma dela salvar-se de uma cardiomiopatia).
Seara dos Espíritos

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