O homem dorme em média um terço do período de encarnação e o sono, além das propriedades restauradoras da organização física, possibilita experiências espirituais enriquecedoras.
Allan Kardec, na questão no 400 de “O Livro dos Espíritos”, indaga dos Espíritos Instrutores da Codificação:
"O espírito encarnado permanece voluntariamente em seu envoltório corporal ?"
R. - "É como se perguntasse se o prisioneiro se alegra com a prisão. O Espírito encarnado aspira sem cessar à sua libertação, e quanto mais o envoltório é grosseiro, mais deseja estar dele desembaraçado."
Na questão no 401 :
"Durante o sono, a alma repousa como o corpo ?"
R . - "Não. O Espírito jamais está inativo. Durante o sono, os laços que o unem ao corpo se relaxam, e o corpo não necessita do Espírito. Então ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos."
Na questão no 402:
"Como podemos apreciar a liberdade do Espírito durante o sono?"
R. - "Pelos sonhos. Crede, enquanto o corpo repousa, o Espírito dispõe de mais faculdades do que na vigília. (...) O sonho liberta, em parte, a alma do corpo. Quando se dorme, se está, momentaneamente, no estado em que o homem se encontra, de maneira fixa, depois da morte. (...) Pelo efeito do sono, os Espíritos encarnados estão sempre em relacionamento com o mundo dos Espíritos, e é isso que faz com que os Espíritos superiores consintam, sem demasiada repulsa, em encarnarem entre vós. (...)”
Na questão no 403:
"Por que não nos lembramos sempre dos sonhos ?"
R. - "No que tu chamas de sono, só há o repouso do corpo, porque o Espírito está sempre em movimento. Aí ele recobra um pouco de sua liberdade e se corresponde com aqueles que lhe são caros, seja neste mundo, seja em outros. Todavia, como o corpo é de matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, porque este não as recebeu pelos órgãos do corpo."
Em “O Livro dos Espíritos” tem-se todo o capítulo oitavo do Livro II dedicado ao assunto da emancipação da alma.
Seara dos Espíritos

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