É importante questionar as situações de guerra frente a uma lei inexorável – a lei de causa e efeito ou de ação e reação. Se não tivermos uma visão diferenciada, abrangendo o futuro espiritual do homem, dentro da ideia reencarnacionista, a referida lei parece incongruente, porque para muitos não oferecerá o efeito de suas ações durante a atual cronologia vivencial.
O que vale para o indivíduo amplia-se para as nações, porque não podem semear bombas e colher flores...
O ambiente de guerra, onde a bestialidade do homem desperta envergonhando os mais lúcidos e sensíveis, faz-nos lembrar que tem de existir uma verdadeira relação de simbiose entre a defesa dos direitos humanos e a proteção de vidas humanas, o que nos leva a combater todas as formas de violência.
Entre nós, o direito à vida não é o primeiro e mais fundamental dos direitos humanos?
Então, urge ensinar nossas crianças a respeitá-lo, já que boa parcela dos adultos parece refratária, se não impermeável, a tal ensinamento.
Por isso, mais uma vez, confirma-se o valor da evangelização infanto-juvenil praticada na maioria das Casas Espíritas.
Se a sabedoria popular está certa, ao afirmar que a criança é o futuro do mundo, o que pretendemos ao bombardearmos a infância desta época não só com essas más notícias, mas com guerras e outras tantas atrocidades?
Sabemos não ser possível esconder a realidade, sob pena de querermos uma geração alienada. A solução, ao que parece, é não nos descuidarmos da educação moral de nossa gente, conscientizando-a do valor da disciplina dos sentimentos, que precisam ser nobres e afilhados do amor.
Assim, como os duelos à moda antiga já são peças de museu, quem sabe as tristes e lamentáveis histórias de guerra um dia ficarão nas enciclopédias...
Seara dos Espíritos

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