O perdão pressupõe uma precedente ofensa. Somente quem foi ofendido é que tem a missão de perdoar. Notemos que perdoar é uma missão. Sim, por mais estranho que possa parecer, aquele que perdoa não pratica uma boa ação, mas, sim, cumpre um dever. Há que se ter em mente que o ofensor não é menos culpado, perante Deus, do que aquele que foi ofendido.
Entendamos essa questão!Aquele que ofende é, sem dúvida, um pecador. E assim é, porque não possui em seu coração a caridade. E, aquele que não possui caridade não anda segundo a lei de Deus. Logo, se não anda segundo os preceitos divinos é um pecador.
Pois bem! E o que foi ofendido, porque também é um pecador?
Fácil é de verificarmos essa hipótese.
O ofendido somente teve sua honra ou o seu psiquismo abalado com a ofensa porque tem um amor-próprio exagerado, ou seja, porque é um egoísta. Se não fosse egoísta, veria o seu ofensor como um carecedor de cuidados especiais e dele se ocuparia em suas preces e intercessões diante de Deus. Todavia, como o amor-próprio do ofendido é demasiadamente grande, pensa mais em si do que no irmão ofensor e, logo, deixa de observar a segunda lei que o Cristo nos deixou: amar ao próximo como a si mesmo.
Como o ofendido ama mais a si do que ao próximo, fica cultivando a ofensa que lhe foi feita e não se apressa em perdoar o seu irmão (ofensor) que está rodeado de grande ignorância.
Vistes?
Não há como culpar o ofensor mais do que ao ofendido. Ambos necessitam de ter em seus corações os ensinamentos de Cristo Jesus.
Oremos, pois, por ambos e imploremos de Deus o seu auxílio, tanto ao ofensor quanto ao ofendido, na medida em que este somente desaparecerá da Terra quando não mais tivermos pessoas com amor-próprio exagerado.
Muita Paz!
Espiritismo Maringá

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