nossos irmãos e estendamos algo mais aos que necessitam e nos procuram.
Em nome de Jesus, em nome de tantos conhecimentos e de tantas
realizações, não poderemos doar um pouco mais no campo do amor, do
perdão, da compreensão, da tolerância? Oremos, pedindo a Jesus que, envolvidos nas vibrações dos espíritos
superiores, a caridade não se esfrie em nossos corações ou se mantenha
acomodada no ritmo da rotina. Possamos nós ter mais amor e mais carinho,
sem perder a disciplina, o equilíbrio e a ordem. Possamos envolver com
nosso coração, nosso gesto, nossa palavra, com cada porção de auxílio que
tenhamos a capacidade de trazer, os companheiros trabalhadores, alunos e
qualquer outra criatura que adentrar nosso caminho.
Lembremo-nos do amor de Jesus para com a humanidade ou daqueles que
nos antecederam com seus trabalhos, sua dedicação, renúncia e sacrifício, a
fim de que tenhamos algo mais para o crescimento espiritual das criaturas,
para o abrandamento dos dissabores, desalentos e sofrimentos que ocorrem
em nossa sociedade. Sejamos humildes e amáveis com todos, mesmo que
violentos, fornicadores, desrespeitadores ou ladrões. Oremos, pedindo ao
nosso Mestre para nos fortalecer, nos encorajar; o essencial é que a
caridade não se esfrie em nossos corações.
Ainda estamos no começo do trabalho e muito teremos que testemunhar;
muitas dificuldades teremos que enfrentar. Nada de desistir, de desanimar,
de recuar, de ser substituído. Quando tivermos de ser substituídos, que o
sejamos naturalmente, não por nossa entrega, por nossa invigilância ou por
qualquer outra atitude menos nobre.
Eurípedes Barsanulfo

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