Se fomos trazidos à Terra para esquecer o nosso passado,
valorizar o presente e preparar em nosso benefício o futuro
melhor, por que provocar a regressão da memória de que
fomos ou fizemos, simplesmente por questões de
curiosidade vazia, ou buscar aqueles que foram nossos
companheiros, a fim de regressar aos desequilíbrios que
hoje resgatamos?
A nossa própria existência atual nos apresentará as tarefas
e provas que, em si, são recapitulação de nosso passado
em nossas diversas vidas, ou mesmo, somente de nossa
passagem última na Terra fixada no mundo físico, curso
de regeneração em que estamos integrados nas
chamadas provações de cada dia.
Por que efetuar a regressão da memória, unicamente
para chorar a lembrança dos pretéritos episódios
infelizes, ou exibirmos grandeza ilusória em
situações que, por simples desejo de leviana
retomada de acontecimentos, fomos protagonistas,
se já sabemos, especialmente com Allan Kardec,
que estamos eliminando gradativamente as nossas
imperfeições naturais ou apagando o brilho falso
de tantos descaminhos que apenas nos induzirão
a erros que não mais desejamos repetir?
Sejamos sinceros e lancemos um olhar para nossas
tendências.
-Emmanuel-
(De “Esperança e Luz”)

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