OS EFEITOS DA NECRÓPSIA (autópsia) NOS ESPÍRITOS
(Psicografia: Divaldo Pereira Franco)
“O Mentor permaneceu na Enfermaria, pelo período em que
tinha curso a necrópsia para a identificação da causa mortis e outros
comportamentos legais.
‘Observamos que os Espíritos, mesmos distanciados dos
corpos que se faziam examinados, retratavam as ocorrências que os afetavam,
provocando sensações cruciantes.
‘O motorista, por ser incurso em maior responsabilidade,
manteve-se em sono agitado por todo o tempo.
‘Devido às fortes vinculações com a matéria, experimentava
as dores que lhe advinham da autópsia de que o corpo era objeto. Embora contido
por enfermeiros diligentes sofreu cortes e serração, profundos golpes nos
tecidos e costuras...
‘Recordemos que se encontrava sob amparo, não ficando,
todavia, isento à responsabilidade pelos erros que a juventude extravagante lhe
facultara.
‘Em autópsia, muitos Espíritos que se deixaram dominar
pelos apetites grosseiros e se ficam apenas no corpo, quando não fazem jus a
assistência especializada, enlouquecem de dor, demorando-se sob os efeitos
lentos do processo a que foram submetidos os seus despojos.
‘Desse modo, cada um dos jovens, apesar de todos haverem
desencarnado juntos, no mesmo momento, experimentava sensações de acordo com os
títulos que conduziam, de beneficência e amor, de extravagância e truculência.
‘Correspondendo à hora do reconhecimento e translado dos
corpos pelos familiares para as providências da inumação cadavérica,
acompanhamos o despertar de quase todos, sob os duros apelos dos pais e irmãos,
partindo, semi-hebetados, para os atender...
(...) ‘As nossas providências de socorro não geram clima de
privilégio, nem protecionismo injustificável. Cada um respira a psicosfera que
gera no campo mental. Todos somos as aspirações que cultivamos, os labores que
produzimos.
A cruz, porém, é intransferível, de cada qual. Podemos
ajudar a diminuir-lhe o peso, não a transferi-la de ombros.
‘A agitação era geral. Podíamos observar que rápidas
flechadas de forte teor vibratório os alcançavam, fazendo-os estremecer,
estorcegar.
‘O motorista subitamente apresentou uma fácies de loucura,
ergue-se, trêmulo, respondendo algo com palavras desconexas e como que envolto
pelo fio de densa energia que o alcançava, pareceu sugado, desaparecendo...
‘- Foi atender – elucidou Dr. Bezerra – aos que o chamam
sob chuvas de blasfêmias e acusações impróprias.
‘A família soube, pela Polícia, que ele havia ingerido alta
dose de drogas, o que parecia responder pelo acidente, provocando, a informação,
mágoa e revolta nos pais.
‘Em continuação, mais dois se evadiram do local de amparo
obedecendo ao impositivo evangélico: “Onde estiver o tesouro, aí estará o coração”.
‘Fábio e outro amigo, porque não se encontrassem muito
comprometidos com os vícios e viessem de uma estrutura familiar mais digna,
foram poupados à presença do cadáver e às cenas fortes que se desenrolaram
antes e durante a inumação dos corpos.
‘Não se furtariam, é certo, ao mecanismo de recuperação,
apesar da ajuda da antiga mãezinha, que o reembalava nos braços, na condição de
avó.
‘Desperta-se, cada dia, com os recursos morais com que se
repousa, à noite.
‘Além do corpo, cada Espírito acorda conforme o amanhecer
que preparou para si mesmo.
(p. 94 a 96)
-fonte: site/ Missionários da Luz-

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