O valor das pequenas coisas


A nossa mala de retorno ao Pai não precisa necessariamente estar recheada
de grandes coisas. Precisamos, sim, das pequenas coisas, porque
proporcionais às nossas forças e ao grau da nossa evolução. Exemplos de
pequenas coisas: uma palavra de afeto e ânimo ao companheiro incômodo
do lado, que costumeiramente reclama de tudo; a paciência na hora da
rebeldia do filho; o silêncio no momento do desentendimento, sobretudo em
família; ser pontual naquilo a que for chamado a desempenhar; a disciplina:
de vida, de hábitos, de compromissos.

Lembrem-se das pequenas coisas. A casa se faz grande a partir de
pequenos tijolos. A solidez, a segurança, a garantia, a estabilidade, a
durabilidade dela dependem exatamente das pequenas pedras coesas, dos
tijolos e da massa entre eles. O caminho de retorno ao Pai é semelhante ao
fenômeno da casa: cada dia, cada momento, por menor que seja, é uma
sagrada oportunidade de demonstrar nosso espírito cristão, nossa coerência
com os princípios nos quais acreditamos. Nossas conquistas no período
encarnado marcam indelevelmente nossos espíritos de beleza e iluminação
que só daqui, do outro lado da vida, podemos avaliar em toda a sua
extensão. O pouco tempo que resta a vocês da presente encarnação é mais
do que suficiente para encher as suas malas. Se realizarem grandes obras (e
por serem grandes, não são muitas) e falharem nas demais, provavelmente
voltarão novamente na condição de espíritos falidos.

Jesus quer que sejamos simples, reais, sinceros, fraternais. Isso não é difícil,
se nos armamos de persistência, de ligação com as forças superiores do
bem, através da prece. O progresso se faz aos poucos, uns ajudando os
outros. Querendo o bem do irmão, querendo o seu crescimento e o seu bem
estar, nós crescemos e enchemos a nossa mala dos bens necessários ao
retorno.

Rajah, em 04/04/1985

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