programação do Mundo Espiritual. Há a união entre as almas que constroem
um lar de harmonia e compreensão, cujos cônjuges servem de exemplo,
mostrando assim que existe a possibilidade de lares baseados no respeito,
no crescimento e no atendimento dos valores espirituais. No entanto, no
atual estágio em que se encontra a crosta terrestre, a maioria das uniões
ainda se faz dentro de um processo de resgate, emparelhando companheiros
que possuem dívidas uns com os outros, sendo, por isso, submetidos a
processos de tolerância, de abnegação, de renúncia e de compreensão
constantes.
Em nossos processos pessoais, temos, pois, de estar alertas, a fim de não
nos desviarmos da rota prevista e traçada no mundo espiritual. As lutas são
necessárias para o exercício da humildade, da resignação e da
compreensão. A vitória se tornará possível à medida que soubermos
respeitar no companheiro ou na companheira as suas qualidades, as suas
imperfeições e a sua individualidade. Esse respeito passa pelo apoio e
aceitação do livre arbítrio na escolha do caminho a seguir.
Os cônjuges devem ser companheiros de luta e de dificuldades, que
respeitem o crescimento individual do companheiro. Não existem almas
gêmeas. Mesmo as chamadas almas gêmeas, desde cedo, revelam as
diferenças de comportamento, de habilidades e de caráter. Assim, na fase
evolutiva em que se encontram, não existe ainda a possibilidade de os
casais caminharem numa sintonia total de aspiração, de progresso e de
conquista. Eis porque são necessários os exercícios de renúncia e de
compreensão, até mesmo no amor.
Não o amor egoísta, que quer tudo para si, os pensamentos, os atos, e até a
própria vida do companheiro ou da companheira. Aprendam, pois, a
compreender e a respeitar aquele ou aquela que lhes for designado como
companheiro ou companheira de vida. Procurem lutar juntos para transpor as
dificuldades. Saibam aguardar com paciência quando o outro (ou a outra) se
atrasar no caminho espiritual, porque, do contrário, no mundo tumultuado de
hoje, as separações se tornarão inevitáveis, com adiamentos, também
inevitáveis, dos acertos dos compromissos assumidos no mundo espiritual.
Trago essa lembrança para todos, desde os mais calejados da vida, até os
que estão iniciando ou os que pretendem iniciar uma vida em comum.
Respeito e muita compreensão, procurando deixar na soleira da porta o
maior inimigo das uniões, que é o egoísmo. Deixando o egoísmo do lado de
fora, o caminho vai ser mais fácil, o acerto vai ser mais rápido e a harmonia
certamente será o futuro desse exercício constante. E que a paz do Senhor
Jesus fique em todos os corações, fortalecendo-os cada vez mais na luta
diária da vida conjugal, para um progresso contínuo na evolução espiritual.
Zeferina, em 03/07/1985

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