21 de Abril
Luiz MariniA história tradicional que o homem conhece tem as características de contar os fatos acontecidos com os povos no mundo observando-se o lado material do ocorrido.
Com o Espiritismo aprendemos a conhecer a história vista do lado espiritual, pois grande parte dos acontecimentos registrados no mundo tem suas origens no mundo espiritual.
Através de obras de autores espirituais, por meio das mãos abençoadas de médiuns de extrema confiança, aprendemos um pouco daquilo que a história nos conta e que estão intimamente ligados aos desejos das entidades superiores que comandam nosso planeta.
Estudemos um pouco o 21 e o 22 de abril na história do Brasil.
No dia 21 de abril de 1792, numa manhã de sábado, Tiradentes percorreu em procissão as ruas do centro do Rio de Janeiro, desde a cadeia pública até o patíbulo onde foi enforcado. Foi uma longa encenação para que o público presente nunca mais pensasse em inconfidência.
Joaquim José da Silva Xavier foi enforcado, no largo da Lampadosa, Rio de Janeiro e depois de esquartejado teve seus despojos pendurados em postes nas Minas Gerais.
O desejo de libertação das garras de Portugal havia sido bradado nas Minas Gerais, devido ao despotismo e tirania com que o povo era tratado. A riqueza da capitania estava sendo levada para outras plagas enquanto os trabalhadores morriam na miséria. Tiradentes e outros inconfidentes lutaram para libertar o Brasil dessa ignomínia. Presos, somente Tiradentes foi enforcado. Os outros inconfidentes foram degredados.
A espiritualidade nos conta que Tiradentes, tão logo desencarnou, foi recebido pelo Espírito Ismael, que é o mentor espiritual do Brasil, e que o mesmo lhe disse que estava pagando naquele resgate os tributos que havia adquirido quando fora um inquisidor.
Tiradentes seguiu por uma estrada luminosa que se abriu no céu e assim, afastado do local do suplício, não contemplou o esquartejamento de seu corpo.
Tempos depois ele auxilia na montagem do cenário para a independência do Brasil, sendo que no dia do grito do Ipiranga, no famoso “Independência ou Morte” ele estava junto ao Imperador Dom Pedro I.
Transcorreram trinta anos desde a sua morte na forca e a emancipação política do Brasil. Se no corpo carnal Tiradentes não conseguiu a tão almejada independência, em Espírito ele esteve presente em todas as nuances até o ato final. Conseguia assim o Espírito Tiradentes libertar o Brasil do poderio de Portugal para que pudesse construir o seu futuro livremente a partir de 07 de setembro de 1822.
22 de Abril
Dia 22 de abril, lembra a chegada ao Brasil da esquadra de Pedro Álvares Cabral, a mando da coroa portuguesa. Quando avistou Porto Seguro, Cabral não imaginava que estava cravando bandeira para desbravar o país que seria no futuro o coração do mundo e a pátria do evangelho. Durante a travessia do oceano, Cabral teve as noites povoadas de sonhos sobre uma nova terra. Os mensageiros celestes insuflavam em seu Espírito o desejo de alcançar o território desconhecido.Pouca gente sabe a história espiritual desse acontecimento. Apenas os Espíritas conhecem o livro de Humberto de Campos que afirma que o Brasil nasceu para ter um destino glorioso dentre as nações do mundo.
A história espiritual confirma que Jesus por volta do ano de 1370 esteve reunido com os dirigentes do planeta para transplantar a árvore do evangelho que havia sido plantada na Palestina para outro local do globo.
Isso se dava por que a Terra Santa havia sido degradada vilmente pelos homens e pelas guerras, e se fazia necessário mudar a sementeira de luz. A Palestina estava arrasada e onde antes a terra era resplandecente e verdejante havia apenas escombros e deserto árido. A ação do homem belicoso havia destruído o local mais sagrado do mundo, pois nele havia pisado o Espírito mais sublime que a Terra conhecera.
Nesse tempo Jesus e os Espíritos luminares chegam ao continente desconhecido e deliberam que para a nova região transplantariam a árvore da vida universal. Os Espíritos simples e jovens que habitavam o continente que seria chamado América, estavam desejosos de adquirir novos conhecimentos e aceitariam de bom grado a chegada dos europeus.
Traçados os objetivos, os Espíritos começaram o trabalho de tornar realidade os sonhos delineados. O Espírito Hilel reencarna em 04 de março de 1394 na cidade do Porto como o infante Dom Henrique de Avis, quinto filho do Rei D. João I. Ele renovou as energias portuguesas no desejo de encontrar novas terras além-mar.
Contam que Dom Henrique era um homem de extraordinárias virtudes, não era avarento, nem luxuoso, nem dado a vícios. Era estudioso e muito dedicado ao trabalho. Virtudes de um Espírito de elite.
Para auxiliar o trabalho da Escola de Sagres por ele fundada, os mentores espirituais foram buscar Espíritos de alto conhecimento em navegação, afeitos às lides com o mar.
Foi então que reencarnaram em Portugal os maiores conhecedores e amantes do mar desde os tempos anteriores à vinda Jesus a Terra.
Os Fenícios foram os escolhidos a voltar ao planeta para dar o impulso necessário à navegação. Eram corajosos e destemidos com o mar desde dez séculos antes de Cristo.
Convém lembrar que os Fenícios eram um povo que viveu onde hoje é o Líbano e que dominou, durante os séculos X e I antes de Cristo, todo o mar mediterrâneo tendo o comércio como sua atividade principal. Fundaram dezenas de cidades e portos por todo o Mediterrâneo.
Cercado dos principais comandantes e marinheiros da antiga Fenícia, Dom Henrique trabalhou incansavelmente para fazer com que o desejo de Jesus quanto ao novo continente fosse alcançado.
Isso ele guardava em seu Espírito desde a reunião com os luminares e Jesus sobre o continente desconhecido e tudo fez para que se tornasse realidade o proposto pelos idos de 1360.
Dom Henrique desencarna em 13 de novembro de 1460 tendo cumprido uma das missões mais relevantes para o mundo. Os grandes navegadores surgiram de sua escola para desbravar os oceanos e descobrir as novas terras além do atlântico.
Essas histórias contadas pelos Espíritos nos levam a crer que o mundo tem seus anjos tutelares e que eles estão constantemente trabalhando para que o planeta alcance o seu posto maior que é o de servir de casa para os Espíritos subirem na escala evolutiva.
Se o homem degrada o planeta, por certo, em contrapartida, a espiritualidade trabalha com os homens de bem para que a virtude vença as investidas do mal.
Com certeza, a comunicação feita pelos Espíritos a Allan Kardec de que a Terra se transformaria em planeta de regeneração, deixando para trás a condição de mundo de provas e expiação está ocorrendo.
Limpando a casa dos fluídos deletérios que a empestam, ela será o domicílio limpo e arejado que os mansos encontrarão para viver em paz no futuro.



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