Outono



O sopro do vento esfria as noites,

Mas as tardes continuam mornas,

E o mar espraia-se preguiçoso

Nas pedras estendidas da praia.

Paisagem que reflete a vida,

Encurta os dias, amplia as noites

E a vida, como uma leve pluma,

Com a brisa, segue meio perdida.

Amarelecidas, agora rolam as folhas

No chão de uma paisagem outonal,

As árvores nuas, sem mais flores,

São serenas sombras no madrigal.

Como uma réstia de sol no mar,

Faz-se da vida um entardecer.

Folhas e flores vão descansar,

Os sonhos serão um rio a correr.

(Sônia Schmorantz)

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