"Rancho Alegre",
esta é uma das colônias espirituais para onde
vão os animais quando desencarnam.
Lá existem riachos e colinas para que todos os
nossos amigos possam correr e brincar juntos.
Tem muita comida, água e sol, e nossos amigos
estão quentinhos e confortáveis.
Todos os animais que estavam velhos e doentes
voltaram a ter vigor e saúde; aqueles que estavam
machucados ou aleijados estão inteiros e fortes
novamente, exatamente como nas nossas
lembranças dos tempos que já se foram.
Os animais estão felizes e contentes, não
sofrem como nós pela dor da perda ou
ausência de alguém muito especial ,
que teve que ficar para trás.
Todos correm e brincam juntos, mas chega o dia
quando um subitamente para e olha para longe.
Seus olhos brilhantes estão atentos; seu corpo
treme de ansiedade.
De repente ele começa a correr para longe do grupo,
voando sobre o gramado verde, suas pernas indo
mais e mais rápido.
Você foi avistado, e quando você e o seu amigo
finalmente se encontrarem, vocês se abraçam numa
reunião feliz, para nunca serem separados novamente.
Os beijos alegres chovem sobre o seu rosto;
suas mãos afagam de novo a cabeça amada, e você
pode olhar mais uma vez nos olhos confiantes do
seu amigo, ausentes a tanto tempo da sua vida
mas nunca longe do seu coração.
Para muitos, a esperança de que a vida sobrevive
a morte e de que um dia em algum lugar você o
encontrará alivia o sofrimento.
Mas será que os animais têm mesmo alma?
Será que eles reencarnam em seres humanos
ou em outros animais?
Os animais são nossos "irmãos mais jovens" e,
embora não estejam agora tão bem organizados,
futuramente, alcançarão um estágio tão
elevado quanto o nosso.
Mesmo diante de todas as contradições com
os ensinos dos Espíritos superiores.
Jamais se afirmou que o animal não tem alma.
Se têm um princípio inteligente tem algo mais
que a matéria e isso é o Espírito.
O Espírito dos animais são reaproveitados
geralmente na mesma espécie, pois a
natureza não dá saltos.
Só depois de muitas encarnações numa
mesma espécie o Espírito que anima o animal
muda para uma outra espécie.
São focos de inteligência já individualizados,
embora mantenham-se cativos de um Espírito-grupo,
caracterizado pela própria espécie no mundo espiritual.
Os instintos fazem parte da individualidade, portanto
os animais são individualidades também.
Em cada espécie ele assimila determinadas
características do futuro ser pensante.
Necessário entender, porém, que o Espírito não precisa
passar por todas as espécies existentes, para
chegar à condição de ser humano.
A alma animal, que já passou pelo reino mineral,
onde a individualidade não existe, evoluiu através
do reino vegetal e um dia iniciará a longa caminhada
da espécie humana em direção à angelitude.
Homens, animais, elementais, devas, extraterrestres
e todos os seres, encarnados e desencarnados, estão
viajando em um mesmo destino chamado de "EVOLUÇÃO".
Os elementais (citados por Kardec quando se refere à
ação dos espíritos sobre a natureza, como os ventos,
os temporais, etc.) são entidades que estão passando
gradativamente do reino animal para a espécie humana.
A alma animal já possui, em maior ou menor
quantidade, uma relativa liberdade e mantém
a individualidade depois do desencarne.
Ainda sem livre arbítrio, contudo, ela não dispõe
da faculdade de escolha desta ou daquela
espécie para renascer.
Seu espírito progride, reencarnando em corpos
cada vez mais capazes de lhe favorecerem condições
para as primícias do raciocínio acima do instinto.
Como não possuem consciência de si mesmos, não
estão sujeitos ao processo expiatório.
A situação de abandono em que vivem alguns
animais domésticos é reflexo da inferioridade
moral da espécie humana.
Se observarmos os animais na natureza, longe dos
lugares onde vivem os humanos, veremos que
todos são tratados por Deus da mesma forma.
Cada um deles vive a experiência orgânica de que
necessita naquele estágio, tendo em vista caminharem
para um grau mais elevado na hierarquia do Espírito.
Eles não têm Carma, pois não tem livre arbítrio.
Os animais não são responsáveis pelos seus atos.
Alguns são mais inteligentes pelos cuidados recebidos
pelos homens, ou talvez, porque progrediram um
pouco mais do que os seus irmãos da mesma espécie.
Quando ficam doentes, não sofrem no sentido em
que normalmente se entende o sofrimento.
No homem, o sofrimento funciona como um depurador
de suas imperfeições, estimulando seu
desenvolvimento moral.
O animal não tem vida moral e por isso suas dores
são apenas físicas. Claro, todas essas impressões
positivas e negativas fazem parte das experiências
que se acumulam para edificar o futuro ser pensante.
Certamente não se está afirmando que o animal
(a espécie física) de hoje será o homem de amanhã.
Não. O Espírito que o anima, sim. Viaja nos caminhos
da evolução em busca do reino dos seres que possuem
raciocínio lógico, dotados então de livre arbítrio pois
são ai serão responsáveis por seus atos.
Muito mais do que supomos, os animais são assistidos
em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem
no plano espiritual e cuidam deles.
Alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à
medida que eles vão evoluindo, o atendimento
vai tendendo à individualização.
Quanto ao reencarne dos animais, pergunta-se se
os animais estabelecem laços duradouros entre si.
Sim, existe uma atração entre os animais, tanto
naqueles que formam grupos como naqueles que
reencarnam domesticados.
Procura-se colocar juntos espíritos que já conviveram,
o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos.
Contudo, lá estão eles bem vivos e portando
corpos espirituais compatíveis com sua linha evolutiva.
Possuem corpos espirituais bem definidos
e sobrevivem mesmo.
Não formaram corpo espiritual algum lá, já o
tinham aqui junto de nós!
E muitas vezes sentem saudades de seus donos
e surgem no ambiente onde viveram antes.
Os animais têm a sua linguagem, os seus afetos,
a sua inteligência rudimentar, com atributos inumeráveis.
São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo,
por isso, a sua proteção e amparo.
Todo ser, criado por Deus simples e ignorante, é compelido
a lutar pela conquista da razão, para em seguida burilar.
Dor física no animal é passaporte para mais amplos
recursos nos domínios da evolução.
Dor física no homem, acrescida de dor moral, é fixação
de responsabilidade em trânsito para a Vida Maior.
NOTA: O artigo foi escrito baseado nas obras do
escritor Marcel Benedeti:
“Histórias animais que as pessoas contam”;
“A espiritualidade dos animais”;
“Todos animais são nossos irmãos”;
“Animais no mundo espiritual”;
“Todos os animais merecem o céu”.
Pelo fato de muitos escritos encontrados não serem
psicografados, poderiam ser questionados ...
se realmente trazerem os verdadeiros ensinamentos
da doutrina, por isso sempre tomei como base
O livro dos espíritos, A gênese, Evolução da alma,
entre outros que completam as explicações.
Já no livro “A questão espiritual dos animais”
de autoria da Dra. Irvênia Prada , temos
informações que nos foram transmitidas,
pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de
atendimento para os animais desencarnados,
dependendo da situação, especialmente para os
casos de morte brusca ou violenta, possibilitando
melhor recuperação de seu perispírito.
Existem ainda instalações e construções adequadas
para o atendimento das diferentes necessidades,
onde os animais são tratados.
Sempre existem algumas contradições com os
ensinos dos Espíritos superiores.
Por isso deve-se estudar e estudar muito.
É a única forma de sabermos distinguir a
verdade da impostura.
É isso o que nos ensina Allan Kardec.
A gente só precisa saber o que é certo,
para aproveitar o que é útil.
Analise tudo, retenha somente o que é bom.
Desc. Autoria.
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