Destino das crianças depois da morte


“O Espírito de uma criança, morta em tenra idade, é tão avançado como de um adulto?

Algumas vezes muito mais, porque pode ter vivido mais e adquirido maior soma de experiência, sobretudo se progrediu.

O Espírito de uma criança pode, assim, ser mais adiantado do que o de seu pai?

Isto é muito freqüente; vós mesmos não vedes isso muitas vezes na Terra?” (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 158. ed., perg. 197).

“Pertence a uma categoria superior o Espírito de uma criança que morreu em tenra idade, não podendo ter feito o mal?



Se não fez o mal, também não fez o bem, e Deus não o isenta das provas que deve suportar. Se é puro não é porque é criança, mas porque progrediu muito.” (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 158. ed., perg. 198).

“Por que a vida, freqüentemente, é interrompida na infância?

A duração da vida de uma criança pode ser, para o Espírito que está nela encarnado, o complemento de uma existência interrompida antes do seu tempo marcado, e sua morte, no mais das vezes, é uma prova ou uma expiação para os pais.

Que sucede ao Espírito de uma criança que morreu em tenra idade?

Recomeça uma nova existência.

Se o homem tivesse uma só existência, e se depois dessa existência sua sorte futura fosse fixada para a eternidade, qual seria o mérito da metade da espécie humana que morre em tenra
idade para desfrutar sem esforços, da felicidade eterna, e por qual direito ficaria isenta das condições, freqüentemente, tão duras, impostas à outra metade? Uma tal ordem de coisas não estaria de acordo com a justiça de Deus. Pela reencarnação, a igualdade é para todos; o futuro pertence a todos sem exceção e sem favor para ninguém; os que chegam por último não podem culpar senão a si mesmos.

O homem deve ter o mérito dos seus atos, como tem a responsabilidade.”

 (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 158. ed., perg. 199-199a).

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